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PANIFICAÇÃO

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 O pão é indispensável na nossa alimentação: pão de milho, de centeio, de cevada, de mistura, etc. Em quase todas as casas havia um forno ou, noutras situações, havia o chamado forno comunitário que servia as neces-sidades de uma povoação. A massa para fazer o pão era amassada numa masseira onde já se encontrava o fermento da última fornada para levedar a nova massa. Entretanto o forno era bem aquecido de modo a poder cozer determinada quantidade de pão de uma só vez. Estando bem quente, afastavam-se as brasas (1) para os cantos, limpava-se bem o centro do forno (2) dava-se uma forma à massa (3) e com a pá (4) era introduzida no forno. Fechava-se a porta do forno e deixava-se cozer o tempo considerado necessário.  A seguir retiravam-se as boroas com a ajuda de uma pá (5) que eram colocadas num sítio bem resguardado dos ratos. Este pão deveria chegar para uma semana.

BERBEQUINS MANUAIS

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 Os berbequins elétricos vieram substituir estes manuais (de vários feitios)  diminuindo muito o esforço físico e a rapidez na realização dos trabalhos. A tecnologia surpreende todos os dias.

TALHERES

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O uso do talher individual nas famílias pobres é muito recente: desde a década de 50 do séc. XX. Como ainda hoje se vê em paises pobres todos vão com a mão a um prato donde retiram bocados de comida. Os primeiros talheres dos pobres foram os garfos de ferro que, devido à facilidade com que se enferrujavam, obrigavam a utilizar a cinza para ficarem com uma aparência razoável. Mais tarde surgiram colheres e garfos de alumínio que também não duravam muito pois eram muito frágeis e partiam. A partir dos anos 60 os talheres de inox tornaram-se mais acessíveis em termos económicos.  Dentro da gama do inox surgiram modelos verdadeiramente luxuosos.

FOGÕES A PETRÓLIO E A TRADICIONAL LAREIRA

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O  fogão a petrólio usava-se quando não havia lareira ou não se podia fazer chama. Como só se podia colocar uma panela em cima não era tão rentável como a lareira. O petrólio era comprimido com uma bomba fazendo com que a chama fosse viva e eficiente. Cozinhar na lareira em potes e tachos de ferro, era o mais habitual e rentável. Normalmente a lareira ficava um pouco mais alta que o chão. À volta de 20 cm. A cozinheira, desta forma, não tinha de se abaixar tanto. Também não podia ser muito alto pois algumas panelas eram pesadas.

RAZÃO PARA FAZER UM MUSEU

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  Vista geral do Museu A ACRD (Associação Cultural e Recreativa de Dume) inscreveu nos seus estatutos, já em 1983, a intenção de fazer um museu com objectos relacionados com o "modus vivendi" do povo daquela região, sobretudo objectos que se pudessem perder na corrusão do tempo. Artigos relacionados com a cozinha: potes, tachos, talheres, panificação, etc. Artigos relacionados com a sobrevivência financeira: lavoura e seus múltiplos apetrechos, taxinhas, tascas, iluminação noturna, etc. Artigos relacionados com a arte de vestir: calçado, carteiras e porta-moedas, chapéus, alfaiataria, costura, etc. Artigos relacionados com o lazer: jogos ao ar livre, jogos de tabuleiro, jogos de mesa, etc.